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Dedo em Gatilho: sintomas, causas e tratamento em Recife

Dedo em Gatilho: sintomas, causas e tratamento em Recife

Dedo em Gatilho: sintomas, causas e tratamento em Recife

O dedo em gatilho, ou tenossinovite estenosante, é a inflamação da bainha que envolve o tendão flexor do dedo, dificultando seu deslizamento dentro do túnel formado pelas polias na palma da mão. O resultado é dor, rigidez e, nos casos mais avançados, o travamento característico do dedo ao dobrar ou esticar. Acomete principalmente o polegar e o anelar, mas pode aparecer em qualquer dedo, e a maioria dos casos iniciais responde bem a tratamento sem cirurgia.

O que acontece dentro do dedo

Os tendões flexores deslizam por dentro de túneis formados por estruturas chamadas polias, presas ao osso, que mantêm o tendão próximo à falange durante o movimento. Quando a bainha que reveste o tendão inflama e incha — muitas vezes formando um pequeno nódulo —, o tendão deixa de deslizar suavemente pela polia mais próxima da palma, a polia A1. Cada tentativa de dobrar ou esticar o dedo vira um esforço maior, e é esse atrito que gera o estalo e, depois, o travamento.

Por que isso acontece

A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas alguns fatores aparecem com frequência associados ao quadro: diabetes, artrite reumatoide, e atividades manuais que exigem esforço repetido da mão. Não é incomum o dedo em gatilho aparecer sem nenhum gatilho óbvio, especialmente em pessoas de meia-idade.

Como os sintomas evoluem

No início, o quadro costuma se limitar a dor na palma da mão e na base do dedo afetado, sem travamento. Com o tempo, surgem episódios de estalo ao mover o dedo, e depois o travamento propriamente dito — o dedo trava dobrado e precisa ser estendido com ajuda da outra mão, às vezes com dor. Os sintomas costumam ser piores pela manhã, ao acordar, e tendem a melhorar um pouco ao longo do dia conforme a mão é movimentada.

Tratamento sem cirurgia

Nos casos leves a moderados, o tratamento inicial costuma incluir anti-inflamatórios, imobilização com órtese e fisioterapia. A infiltração local com corticoide é outra opção bastante usada, com o objetivo de reduzir a inflamação da bainha e melhorar o deslizamento do tendão — funciona bem em boa parte dos casos, mas nem sempre o efeito é definitivo, e os sintomas podem retornar depois de um tempo.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia entra em cena nos casos mais avançados, com travamento frequente ou persistente, e naqueles que não respondem às medidas conservadoras, incluindo a infiltração. Também considero a cirurgia quando o paciente já teve mais de um episódio de infiltração sem resultado duradouro.

Como é a cirurgia e a recuperação

O procedimento é relativamente simples e muito eficaz: por uma incisão pequena, de cerca de 1 cm, na região palmar do dedo afetado, a polia A1 é seccionada, liberando o tendão e resolvendo o travamento. A alta costuma ser no mesmo dia, os pontos são retirados entre 10 e 14 dias, e o retorno às atividades do dia a dia acontece de forma gradual nas semanas seguintes.

Perguntas frequentes

Dedo em gatilho tem cura? Sim. Nos casos iniciais, o tratamento conservador costuma resolver. Nos casos mais avançados, a cirurgia tem alta taxa de sucesso e geralmente resolve o travamento de forma definitiva.

A infiltração dói muito? É um desconforto rápido, bem tolerado na maioria dos casos, semelhante a uma injeção comum, sem necessidade de sedação.

Preciso operar assim que aparecer o travamento? Não necessariamente. Muitos casos com travamento leve ainda respondem a infiltração e fisioterapia antes de se considerar a cirurgia — a decisão depende da frequência e da intensidade dos episódios.

A cirurgia deixa cicatriz grande? Não. A incisão é pequena, cerca de 1 cm, na palma da mão, e costuma cicatrizar bem.

O dedo em gatilho pode voltar depois da cirurgia? É incomum quando a polia foi liberada de forma adequada, mas outro dedo pode desenvolver o mesmo quadro de forma independente.

Se algum dedo está travando, estalando ou doendo para dobrar, vale marcar uma avaliação para identificar em que fase está o quadro — aqui no consultório em Recife, o diagnóstico do dedo em gatilho costuma ser feito já no exame físico da primeira consulta.

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