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Tendinite de De Quervain: sintomas, diagnóstico e tratamento em Recife

Tendinite de De Quervain: sintomas, diagnóstico e tratamento em Recife

Tendinite de De Quervain: sintomas, diagnóstico e tratamento em Recife

A tendinite de De Quervain é a inflamação dos tendões que passam por um túnel estreito na lateral do punho, logo abaixo da base do polegar, causando dor ao segurar objetos, girar o punho ou fazer o movimento de dar tchau. O tratamento inicial, sem cirurgia, resolve boa parte dos casos.

O que acontece nessa região do punho

No primeiro compartimento dorsal do punho passam dois tendões, o abdutor longo e o extensor curto do polegar, dentro de uma bainha que normalmente desliza sem atrito. Quando há sobrecarga repetitiva — pegar um bebê no colo várias vezes ao dia, digitar muito, trabalhar com movimentos de pinça e desvio do punho —, essa bainha inflama, incha e passa a apertar os tendões dentro do túnel. Cada movimento do polegar vira uma fricção dolorosa.

Quem costuma desenvolver esse quadro

É uma condição clássica em mães de recém-nascidos e bebês pequenos, pela repetição do gesto de pegar a criança no colo apoiando o peso no polegar. Também aparece em quem usa muito o celular segurando com o polegar em posição forçada, e em profissões com movimento repetitivo de punho e mão.

Como é feito o diagnóstico

O exame mais característico é o teste de Finkelstein: o paciente dobra o polegar para dentro da palma da mão, fecha os outros dedos por cima e depois desvia o punho para o lado do dedo mínimo. Se isso reproduz a dor na lateral do punho, próximo à base do polegar, o diagnóstico já fica bastante claro só com esse teste, sem precisar de exame de imagem na maioria dos casos. É importante diferenciar esse quadro da rizartrose — a artrose da base do polegar —, porque ali a dor é dentro da articulação, não no trajeto dos tendões, e costuma aparecer em faixa etária mais avançada.

Tratamento inicial: o que costuma funcionar

O tratamento costuma começar com uma órtese que imobiliza o polegar e o punho, reduzindo o atrito dos tendões dentro do túnel, junto com anti-inflamatório por via oral nas crises. Quando isso não é suficiente em três a quatro semanas, a infiltração local com corticoide costuma trazer alívio significativo. Trocar de braço com frequência, evitar sustentar peso só com o polegar esticado e usar as duas mãos para pegar a criança do berço reduz a sobrecarga enquanto o tratamento faz efeito.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia fica reservada para os casos que não respondem ao tratamento conservador, geralmente depois de infiltração e um período adequado de imobilização e ajuste de atividade. O procedimento é relativamente simples: abre-se a bainha que está apertando os tendões, liberando o espaço para que voltem a deslizar sem atrito. É feito com anestesia local, em regime ambulatorial. Um detalhe técnico relevante: o primeiro compartimento às vezes tem um septo interno dividindo os dois tendões em túneis separados, e deixar de identificar isso durante a cirurgia é uma causa conhecida de recidiva.

Recuperação depois da cirurgia

O movimento passivo do polegar costuma ser liberado já nas primeiras 24 horas, o que ajuda a evitar aderências. Os pontos costumam sair em duas semanas, momento em que a maioria dos pacientes já inicia fisioterapia para reforço e ganho de amplitude. O retorno às atividades do dia a dia costuma ser mais rápido do que na cirurgia de rizartrose.

Perguntas frequentes

De Quervain sempre precisa de tratamento? Não. Em quadros bem leves e recentes, pode melhorar sozinha. Mas quando já há dor significativa ou o gatilho é uma atividade que não dá para parar, como cuidar de um bebê, o tratamento ativo costuma ser necessário.

Infiltração dói muito? É um desconforto rápido, comparável a uma injeção comum, e a maioria dos pacientes tolera bem no consultório, sem necessidade de sedação.

Preciso fazer ultrassom ou ressonância para confirmar o diagnóstico? Na maioria dos casos, não. O exame clínico com o teste de Finkelstein já é suficiente. Exame de imagem entra apenas quando o quadro é atípico ou para descartar outra causa de dor na região.

Posso continuar amamentando ou pegando meu bebê no colo durante o tratamento? Sim, mas costuma-se orientar ajustes na forma de pegar a criança e no uso da órtese, para não sobrecarregar ainda mais o punho enquanto o quadro melhora.

Depois da cirurgia a tendinite pode voltar? É incomum quando a cirurgia é bem indicada e bem executada, mas pode acontecer, principalmente se o septo interno do compartimento não for identificado durante o procedimento.

Se você tem dor na lateral do punho, perto da base do polegar, principalmente ao segurar objetos ou girar o punho, vale marcar uma avaliação — aqui no consultório em Recife, o teste de Finkelstein costuma já esclarecer o diagnóstico na primeira consulta.

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