Agende sua consulta

WhatsApp - (81) 9 8620 - 0101

Ligue para agendar

Ligação - (81) 3877 - 8823

Polegar do esquiador: quando a torção do polegar é mais que uma entorse

Polegar do esquiador: quando a torção do polegar é mais que uma entorse

Polegar do esquiador: quando a torção do polegar é mais que uma entorse

Polegar do esquiador é a lesão do ligamento colateral ulnar do polegar, a estrutura que fica no lado de dentro da articulação da base do dedo e impede que ele se abra demais para fora. Acontece quando o polegar é forçado para trás e para fora, numa queda com a mão apoiada no chão ou numa bola que bate de frente no dedo. As lesões parciais costumam se resolver com imobilização por algumas semanas. Já a ruptura completa, principalmente quando o ligamento fica preso fora do lugar, em geral precisa de cirurgia, e o resultado é melhor quando ela é feita cedo.

Por que tem esse nome se quase ninguém aqui esquia?

O nome vem dos esquiadores que caem ainda segurando o bastão, o que joga o polegar para fora com força. Em Recife, o que vejo no consultório é outra coisa: goleiro de futebol, jogador de vôlei e de basquete, gente que escorregou e apoiou a mão aberta no chão, motociclista que caiu segurando o guidão. O mecanismo é o mesmo. Existe também uma versão crônica, conhecida antigamente como “polegar do guarda-caça”, em que o ligamento vai se afrouxando aos poucos por esforço repetido.

Como saber se é só uma entorse ou se o ligamento rompeu?

Logo depois do trauma, as duas coisas se parecem: dor na base do polegar, inchaço, às vezes um roxo que desce para a palma. A diferença aparece na função. Quem tem ruptura completa sente o polegar “frouxo” na hora de fazer pinça, como ao girar a chave, abrir um pote ou segurar um copo com firmeza. O dedo parece não ter onde se apoiar.

Muitos pacientes chegam três ou quatro semanas depois do acidente. Tinham recebido o diagnóstico de entorse, usaram uma faixa, a dor melhorou, mas a fraqueza para pegar objetos continuou. Esse é o sinal clássico de que o ligamento não cicatrizou.

No exame, o médico testa a estabilidade da articulação comparando com o outro lado. Se o polegar abre muito mais do que o normal, ou se não existe aquele “batente” firme no fim do movimento, a suspeita de ruptura completa é forte. Às vezes dá até para palpar um nódulo no lado de dentro da articulação, que corresponde ao ligamento dobrado.

Quais exames são necessários?

O raio-x vem primeiro, para ver se o ligamento arrancou um fragmento de osso junto (a chamada fratura-avulsão). Isso muda o tratamento. Se o raio-x não mostra fratura e a dúvida continua, a ultrassonografia feita por quem tem experiência com mão ou a ressonância magnética mostram se a ruptura é parcial ou completa e onde o ligamento está.

O que é a lesão de Stener e por que ela importa tanto?

Em boa parte das rupturas completas, a ponta solta do ligamento escapa por cima de um tendão vizinho (a aponeurose do músculo adutor do polegar) e fica presa do lado errado. Isso é a lesão de Stener. Com esse tendão entre as duas pontas, o ligamento simplesmente não consegue voltar ao lugar para cicatrizar, por mais tempo que o paciente passe imobilizado.

É por isso que tala não resolve toda lesão de ligamento do polegar. A decisão depende de saber se a ruptura é completa e se o ligamento está preso fora do lugar.

Quando a tala resolve?

Nas lesões parciais, e nas completas sem deslocamento do ligamento, o tratamento é imobilizar o polegar com órtese ou gesso, deixando livre a ponta do dedo, geralmente por quatro a seis semanas. Depois vem uma fase de reabilitação para recuperar movimento e força de pinça. A maioria desses pacientes volta às atividades normais sem sequela importante.

Um detalhe que costumo reforçar: durante esse período, a órtese precisa ser usada de verdade. Tirar para lavar louça ou dirigir costuma ser exatamente o momento em que o polegar é forçado de novo.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia entra quando há ruptura completa com instabilidade clara, lesão de Stener, fratura-avulsão com fragmento desviado ou envolvendo boa parte da superfície articular, ou quando a instabilidade persiste depois do tratamento conservador.

Nas lesões agudas, o procedimento consiste em recolocar o ligamento no ponto de onde ele se soltou, geralmente com uma pequena âncora fixada no osso. É uma cirurgia de mão ambulatorial, feita com anestesia do braço, e o paciente vai para casa no mesmo dia.

O tempo pesa aqui. Com o passar das semanas, a ponta do ligamento se retrai e perde qualidade, e o reparo direto fica mais difícil ou impossível. Nas lesões antigas, pode ser necessário reconstruir o ligamento com um enxerto de tendão, um procedimento maior e com recuperação mais longa. Nos casos em que já existe artrose na articulação, a opção passa a ser a artrodese, que é a fusão da articulação. O polegar perde parte do movimento, mas ganha estabilidade e fica sem dor.

Como é a recuperação depois da cirurgia?

Em geral, o polegar fica imobilizado por cerca de quatro a seis semanas. Depois começa a mobilização guiada, muitas vezes com terapia de mão. Atividades leves do dia a dia voltam cedo. Esportes de contato e trabalho braçal pesado costumam ficar liberados por volta do terceiro mês, dependendo da evolução. Uma pequena perda de flexão na base do polegar é comum e raramente atrapalha a vida do paciente. O que faz diferença é a pinça estável.

O que acontece se não tratar?

O polegar instável não é só incômodo. A articulação passa a trabalhar em posição errada toda vez que você faz pinça, e isso desgasta a cartilagem ao longo dos anos. Já operei pacientes com artrose na base do polegar cuja história começava com uma “entorse” no futebol que ninguém investigou. Nessa fase, o que dava para resolver com um reparo simples virou uma cirurgia de salvação.

Perguntas frequentes

Polegar do esquiador sempre precisa de cirurgia?
Não. Lesões parciais e rupturas completas sem deslocamento do ligamento costumam ser tratadas com imobilização por quatro a seis semanas. A cirurgia é reservada às rupturas completas instáveis, à lesão de Stener e a algumas fraturas-avulsão.

Quanto tempo tenho para decidir se opero?
O reparo direto do ligamento tem melhores resultados quando feito nas primeiras semanas após o trauma. Depois disso, pode ser preciso reconstruir o ligamento com enxerto. Por isso, dor e fraqueza na pinça que não melhoram rapidamente merecem avaliação logo.

Raio-x normal descarta lesão do ligamento?
Não. O raio-x mostra osso, não ligamento. Ele serve para descartar fratura-avulsão. Se o exame físico sugere instabilidade, ultrassonografia ou ressonância ajudam a confirmar a ruptura.

Posso continuar jogando com o polegar enfaixado?
Enquanto o diagnóstico não estiver definido, não é boa ideia. Um novo trauma pode transformar uma lesão parcial em completa ou deslocar o ligamento.

A cirurgia exige internação?
Normalmente não. É feita com anestesia do braço e o paciente recebe alta no mesmo dia.

Quando procurar avaliação

Se você torceu o polegar há mais de uma semana e ainda sente dor na base do dedo ou fraqueza para segurar objetos, vale examinar o ligamento antes de perder a janela de reparo. Atendo casos assim em Recife, e a avaliação costuma definir na primeira consulta se o caminho é a órtese ou a cirurgia. Para agendar, use o WhatsApp do consultório.

Está gostando do conteúdo? Compartilhe.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Está gostando? Compartilhe

AGENDE SUA CONSULTA!

Agende sua consulta com o Especialista Dr. André Pires.

CRM-PE 22725 | RQE 10709 e 11298

Agende uma consulta com o Especialista Dr. André Pires.